Chegar onde não se chega,
estar sempre de passagem.
Chegar onde nada espera,
perto do caminho.
Olhar para a linha infinita da sombra,
ver o vazio da espera.
Chegar onde não se acaba de chegar.
As ondas do mar arrastam meu corpo até suas profundezas,
morro afogado buscando horizontes,
onde não irei chegar.
A luz se extingue
cego e sem ar,
não te vejo mais, Estela.
[Brouillon du printemps - Serie borgeana, 2016]
[Fotografia: Vivian Maier, Self-Protrait, 1956]

Nenhum comentário:
Postar um comentário