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outubro 30, 2016

Estela


Estela, nombre
de una luz,
precaria,
que se pierde
en la obscuridad.

Luz,
que ya (te) no distingo,
en medio de la bruma,
de las imágenes empañadas
del recuerdo.

que mis ojos
, de ciego,
ya no tocan.

De cerca
me amenaza,
la noche más obscura.


[Serie borgeana, octubre, 2016]

outubro 23, 2016

De chegada...


 

Chegar onde não se chega,
estar sempre de passagem.

Chegar onde nada espera,
perto do caminho.
Olhar para a linha infinita da sombra,
ver o vazio da espera.

Chegar onde não se acaba de chegar.

As ondas do mar arrastam meu corpo até suas profundezas,
morro afogado buscando horizontes,
onde não irei chegar.

A luz se extingue
cego e sem ar,
não te vejo mais, Estela.



[Brouillon du printemps - Serie borgeana, 2016]

[Fotografia: Vivian Maier, Self-Protrait, 1956]