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agosto 05, 2022

Mão prateada

 
Cortar-me-ias 
Uma noite calma
Em que eu queria adivinhar a cor dos teus olhos
em meio a sombras cinzas.

Pela fenda dolorida,
tentarei farejar o tom da essência etérea 
que há trás teus odores corriqueiros.
 
Fenda, boca,
para beijar teus lábios.
 
Desesperados, sedentos e famintos;
brincalhões.
E também tímidos
especialmente tímidos.
 
Fenda que geme lembranças
caminhos de outra hora
que são hoje as rédeas.
 
De tua mão armada
e prateada.