Cortar-me-ias
Uma noite calma
Em que eu queria adivinhar a cor dos teus olhos
em meio a sombras cinzas.
Pela fenda dolorida,
tentarei farejar o tom da essência etérea
que há trás teus odores corriqueiros.
Fenda, boca,
para beijar teus lábios.
Desesperados, sedentos e famintos;
brincalhões.
E também tímidos
especialmente tímidos.
Fenda que geme lembranças
caminhos de outra hora
que são hoje as rédeas.
De tua mão armada
e prateada.
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