E eu que queria ser um eterno recém-nascido... eterno devorado(r) como o Saturno (ou Saturn's sun?) de Rubens.
"Prometer continuar apaixonado é se contradizer nos termos. Seria como prometer que teremos sempre febre, ou que seremos sempre loucos. Todo amor que se compromete, no que quer que seja, deve empenhar outra coisa que não a paixão"
"Primeiro amamos apenas a nós mesmos: o amante se lança sobre a amada como o recém- nascido sobre o peito, como o lobo sobre o cordeiro. Falta: concupiscência. A fome é um desejo; o desejo, uma fome. É o amor que toma, o amor que devora. Eros: egoísmo. Depois, aprendemos (na família, no casal) a amar um pouco o outro por ele mesmo também: alegria, amizade, benevolência. É passar do amor carnal, como diz são Bernardo, ao amor espiritual, do amor a si ao amor ao outro, do amor que toma ao amor que dá, da concupiscência à benevolência, da falta à alegria, da violência à doçura – de erôs a philia"
[Rubens, Saturno (1636)]
[André Comte-Sponville. O pequeno tratado das grandes virtudes]

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